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28/10/06

O INVISÍVEL - NOVO TEXTO DE SAMIR YAZBEK

O INVISÍVEL

NOVO TEXTO DE SAMIR YAZBEK REESTRÉIA NO TUCA
COM HELIO CICERO E DANIEL WARREN - DIREÇÃO DE MAUCIR CAMPANHOLI

Após estrear no último Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e passar pela temporada de cinco semanas no Sesc Santana, O Invisível reestréia no Teatro TUCA. A peça fica em cartaz até 05 de novembro, as sextas e sábados, às 21h e domingos às 19h.

O Invisível consolida uma nova companhia, formada pelo diretor Maucir Campanholi (dramaturgista de O Fingidor), os atores Helio Cicero (protagonista de O Fingidor) e Daniel Warren, além do dramaturgo Samir Yazbek, vencedor do Prêmio Shell de 1999 como melhor autor por O Fingidor, o aplaudido espetáculo baseado na vida e obra de Fernando Pessoa.

A peça dá continuidade à pesquisa do dramaturgo Samir Yazbek, radicalizando procedimentos que o autor vem adotando em suas últimas produções, mais precisamente A Terra Prometida e A Entrevista, em que propõe enredos feitos de acontecimentos sutis, onde o mais importante é o confronto com os personagens.

Segundo Yazbek, “tenho evitado o entretenimento fácil, e procurado, de forma sistemática, provocar a reflexão do espectador sobre aspectos relevantes da contemporaneidade, como a ética que permeia as relações, o poder em suas mais variadas instâncias e o resgate de uma humanidade perdida”. Especificamente sobre O Invisível, o autor declara: “trata-se de uma fábula contemporânea que contrapõe dois personagens com visões de mundo bastante distintas (um, mais individualista; outro, mais altruísta), suas contradições, e aborda a indiferença com que temos nos tratado hoje em dia”.

SINOPSE: Um homem (Helio Cicero), dizendo-se invisível, busca a ajuda de um jovem (Daniel Warren) que ele diz ser o único que pode enxergá-lo.

ENREDO: Num parque de uma metrópole, um homem entusiasma-se ao ser visto por um jovem, afirmando que estava invisível há muito tempo.

Reservado a princípio, aos poucos o homem revela a trágica história de seu desaparecimento aos olhos de todos e, mais doloroso, aos olhos de seu único filho.

Agarrando-se desesperadamente a essa oportunidade de contato, o homem pede ao jovem que procure seu filho.

O desenrolar da trama tece uma reflexão sobre a indiferença com que os homens têm se tratado e um alerta para o beco sem saída para o qual a sociedade contemporânea tem se dirigido, mergulhada num individualismo cada dia mais exacerbado.

CONCEPÇÃO: Segundo Maucir Campanholi, diretor da montagem, "Samir Yazbek propõe um teatro de idéias baseado em personagens que revelam uma dimensão arquetípica. O denso diálogo entre os dois únicos personagens de O Invisível é o centro da encenação.

Há algo na peça que evoca a contemporaneidade e há algo no diálogo desses dois seres que ecoa discussões ancestrais, entre as velhas e novas gerações que lutam pela ocupação do mundo, pela direção que se dá à vida humana, pelo significado que se dá às coisas, pelo olhar que se tem sobre a existência e sobretudo pelo olhar que se tem pelo outro.

Focando no debate proposto pela dramaturgia, a encenação desenha, junto com os atores, uma trajetória precisa, não para conduzir as impressões do espectador em relação ao que experimenta em confronto com o texto, mas sim para tornar mais claro o contato com o conflito proposto. A trajetória do texto e da encenação não se propõe - nem pode - encontrar soluções fáceis para os temas discutidos; no entanto, apesar de encarar sem romantismo e claramente repercutir o cinismo desiludido dos tempos que vivemos, sutilmente vai sugerindo possibilidades de esperança.

O figurino e a cenografia de Chris Aizner buscam reforçar a percepção de fábula ancestral, mas também ressaltam a dimensão contemporânea através de nuvens de metal cinza produzidas não pela natureza, mas pelo engenho humano, evocando o que de pior foi criado nos milênios que se seguiram. A sonoplastia sutil de Sérgio Rezende busca conduzir o menos possível o espectador a uma emoção fácil, visto que o objetivo é permitir leituras distintas de uma mesma cena. Quanto à iluminação, Celso Marques procura sugerir e incentivar a principio as possibilidades lúdicas da fábula e depois paulatinamente caminha para a sobriedade da seca trajetória que o enredo vai tomando".

FICHA TÉCNICA:

Texto: Samir Yazbek / Elenco: Helio Cícero e Daniel Warren / Direção: Maucir Campanholi / Cenografia e Figurino: Chris Aizner / Concepção e Operação de Luz: Celso Marques / Trilha Sonora: Sérgio Rezende / Programação Visual: Diego Spino / Assistente de Direção: Tania Kesselman / Operação de Som: João Blumenschein / Fotos: Lenise Pinheiro / Administração: Mecenato Moderno / Produção Executiva: Geondes Antonio / Apoio Cultural: Aço Metal, Imafran Playground, Indac, Staroup Jeans, Teatro do Centro da Terra, Teatro Santa Cruz, Teatro Tuca, Texto Intermídia.
Realização:

                      O INVISÍVEL – SERVIÇO:

Local: Teatro do TUCA (Rua Monte Alegre, 1024 - Telefone: 36708458)
Estréia: 14 de outubro de 2006, sábado, 21h.

Temporada: 14 de outubro a 05 de novembro, Sexta e sábado 21h e domingo às 19h.

Lotação: 670 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação Etária: 12 anos

Preços: R$20,00; sexta R$30,00 (sábado e domingo)

Bilheteria: 3670.8455 – Televendas: 3188.4156

Formas de pagamento: Aceita dinheiro e cheque.

Estacionamento: Riti (Hotel Transamérica) – R. Monte Alegre, 835

Possui acesso para deficientes físicos.

Teatro: Ar condicionado e serviço de café.

Assessoria de imprensa: Manoel Carlos Jr. - manecojr@uol.com.br

Luciana Lamanna – lu.4@uol.com.br

Daniela Oliveira – dani.4@uol.com.br

Natália Mestre – natalia.4@uol.com.br

Tels: (11) 3667.9826 / 3663.1568 / 3661.2445

criado por rosni.rosni    17:00:43 — Arquivado em: Agenda Cultural

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