Theatro São Pedro

Theatro São Pedro
Diretor: Maria Leonor
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda - São Paulo/SP
Fone: (11) 3667-0499
Funcionamento: De quarta a domingo, das 14h00 às 19h00 ou até o início do espetáculo
www.teatrosaopedro.sp.gov.br
De propriedade do Sr. Manoel Fernandes Lopes, imigrante português, o Theatro São Pedro é inaugurado em 16 de janeiro de 1917 com a encenação das peças"A Moreninha" e "O Escravo de Lúcifer", além do menino cantor de 7 anos conhecido por "pequeno Caruso", que se apresentava com orquestra.
Construído no estilo neoclássico e leve inspiração "art-noveau", o teatro em tons salmão é revestido por cortinas de veludo vermelhas e verdes, alusão à pátria portuguesa.
Desde que abriu suas portas, caracterizou-se por uma programação eclética, espetáculos de variedades, operetas, dramas, comédias teatrais e concertos.
Com recursos obtidos pelas sessões de cinema, o teatro financiava a apresentação de Cias. estrangeiras e mantinha em cartaz peças de Cias. nacionais encenadas por nomes consagrados, como Leopoldo Fróes , Dulcina de Moraes, Apolonia Pinto, Manuel Durões, Procópio Ferreira, Sadi Cabral entre outros.
Na década de 40 o Theatro foi desativado passando a integrar exclusivamente o circuito comercial de cinemas Empresas Reunidas, Metro G.M. e Serrador, perdendo algumas de suas características arquitetônicas. Mas foi na década de 60 que passou por sua pior fase, quando a platéia servia de depósito de materiais e estacionamento.
Passou por duas grandes reformas, em 1968 e 1970, perdendo parte de suas linhas originais, porém voltando à atividade com apresentações regulares, como a do renomado pianista Jacques Klein.
Ainda em 1968, o teatro oferecia ao público "Os Fuzis da Sra. Carrar" e "Marta Saré", marcos significativos do movimento teatral paulista, caracterizado pela polêmica em torno do teatro de protesto e luta contra a censura, onde se destacaram também outras montagens como "Morte e Vida Severina" pela Cia Paulo Autran.
Com a reforma de 1970 o teatro ganhou uma nova sala, destinada a espetáculos menores, contando com 200 lugares, e batizado de Studio São Pedro, inaugurado com a peça "A Longa Noite de Cristal", que deu ao seu autor Oduvaldo Viana Filho o prêmio Moliére daquele ano. Em 1973 , o teatro foi sub-locado à Secretaria de Estado da Cultura como sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência do renomado Maestro Eleazar de Carvalho. Enquanto o Studio continuava abrigando montagens teatrais liderados por Maurício e Beatriz Segall e sub-locado novamente para outros grupos até 1981, quando o prédio foi devolvido a seus proprietários, descendentes de Manoel Fernandes Lopes.
Em 1982 foi feita a proposta de tombamento do prédio, que só se confirmou em 1984 embora alterado em relação a sua concepção original .
A partir desse período os estudos de recuperação tiveram início, com a avaliação histórica do acervo da obra e o desenvolvimento de projetos.
Privilegiando a segurança e o conforto, dos originais 900 lugares sentados passa a ter 636 cômodas poltronas, tratamento acústico adequado, modernos equipamentos contra incêndio, de som, luz e ar refrigerado.
São 3800 m2 de área, entre vitrais importados da França, lustres de cristal tcheco, frontão dourado de madeira esculpida, veludos ingleses, madeiras nobres, agora preservados para sempre, resgatando a memória da comunidade paulista e artística, hoje referencial urbano da cultura do começo do século.
Sala de Concertos de Câmara Dinorá de Carvalho (inaugurada em 19/01/2002)
* Dinorá foi uma grande musicista, que em muito contribuiu para a difusão da cultura musical brasileira, abrindo fronteiras internacionais com seu talento nato e sua qualidade inigualável. Suas composições renderam - lhe fama mundial. Seu currículo diversificado, incluindo habilidade para o ensino, foi responsável pela revelação de artistas como o compositor J. A. Almeida Prado e a pianista Maria Regina Luponi.
Possui guias rebaixadas, rampa de acesso à deficientes, espaço reservado para cadeiras de roda e banheiros adaptados.
Possui sistema de ar condicionado e ventilação.
Em cartaz:
Terças Musicais
Nesta semana o projeto apresenta uma das óperas mais conhecidas no mundo: Madama Butterfly. A obra de Giacomo Puccini foi apresentada pela primeira vez no Teatro Alla Scala de Milão, em 1094.
Dia 26/09, às 12h
Grátis
A Tempestade
Última apresentação da ópera baseada no texto de William Shakespeare e feita sob encomenda para Banda Sinfônica do Estado.
Dia 26/09, às 21h
Ingressos: R$ 40