REVISTA DE TEATRO

Se você já nos conhece, é um prazer tê-lo de volta! Se não, fique a vontade, envie seu material para nós. Se for peças Mande material com fotos, se possível mande 2 convites!( postes são Gratuitos) e-mail: rosni.rosni@terra.com.br

28/9/06

SESC- Variedades

TEMPORADA SESC DE ARTES
Entre os meses de setembro e novembro, a Temporada Sesc de Artes comemora 60 anos de fundação do Sesc apresentando um panorama da produção artística contemporânea. Com as diferentes formas de expressão que têm sido estimuladas, trabalhadas e refletidas dentro das unidades do Sesc, a Temporada reúne nomes nacionais e internacionais em shows, espetáculos, exposições, performances, filmes e oficinas.

criado por rosni.rosni    16:40:51 — Arquivado em: Agenda Cultural

Textos Teatrais

Agente sabe que algumas vezes é muito difícil encontrar textos para trabalhos, oficinas e até montagens, estes são alguns endereços onde você pode encontrar textos teatrais:

http://www.pagebuilder.com.br/proscenio/bibliote.htm

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/teatro.html

 

 

criado por rosni.rosni    16:28:48 — Arquivado em: Pano de Fundo

Você Sabia?

Você Sabia que…

… no dia 12 de setembro foi lançada a edição 2006 do Programa de Fomento ao Cinema Paulista? O programa, que chega à quarta edição, tem por objetivo incrementar a indústria cinematográfica paulista. A iniciativa cria um sistema financeiro integrado, que permite e facilita a captação de recursos de empresas privadas e estatais por parte de produtoras independentes, com os recursos advindos da Lei Federal do Audiovisual. Mais informações

no site www.cultura.sp.gov.br.

criado por rosni.rosni    16:16:13 — Arquivado em: Agenda Cultural

Teatros

Theatro São Pedro

Theatro São Pedro
Diretor: Maria Leonor
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda - São Paulo/SP
Fone: (11) 3667-0499
Funcionamento: De quarta a domingo, das 14h00 às 19h00 ou até o início do espetáculo
www.teatrosaopedro.sp.gov.br

De propriedade do Sr. Manoel Fernandes Lopes, imigrante português, o Theatro São Pedro é inaugurado em 16 de janeiro de 1917 com a encenação das peças"A Moreninha" e "O Escravo de Lúcifer", além do menino cantor de 7 anos conhecido por "pequeno Caruso", que se apresentava com orquestra.
Construído no estilo neoclássico e leve inspiração "art-noveau", o teatro em tons salmão é revestido por cortinas de veludo vermelhas e verdes, alusão à pátria portuguesa.
Desde que abriu suas portas, caracterizou-se por uma programação eclética, espetáculos de variedades, operetas, dramas, comédias teatrais e concertos.
Com recursos obtidos pelas sessões de cinema, o teatro financiava a apresentação de Cias. estrangeiras e mantinha em cartaz peças de Cias. nacionais encenadas por nomes consagrados, como Leopoldo Fróes , Dulcina de Moraes, Apolonia Pinto, Manuel Durões, Procópio Ferreira, Sadi Cabral entre outros.
Na década de 40 o Theatro foi desativado passando a integrar exclusivamente o circuito comercial de cinemas Empresas Reunidas, Metro G.M. e Serrador, perdendo algumas de suas características arquitetônicas. Mas foi na década de 60 que passou por sua pior fase, quando a platéia servia de depósito de materiais e estacionamento.
Passou por duas grandes reformas, em 1968 e 1970, perdendo parte de suas linhas originais, porém voltando à atividade com apresentações regulares, como a do renomado pianista Jacques Klein.
Ainda em 1968, o teatro oferecia ao público "Os Fuzis da Sra. Carrar" e "Marta Saré", marcos significativos do movimento teatral paulista, caracterizado pela polêmica em torno do teatro de protesto e luta contra a censura, onde se destacaram também outras montagens como "Morte e Vida Severina" pela Cia Paulo Autran.
Com a reforma de 1970 o teatro ganhou uma nova sala, destinada a espetáculos menores, contando com 200 lugares, e batizado de Studio São Pedro, inaugurado com a peça "A Longa Noite de Cristal", que deu ao seu autor Oduvaldo Viana Filho o prêmio Moliére daquele ano. Em 1973 , o teatro foi sub-locado à Secretaria de Estado da Cultura como sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência do renomado Maestro Eleazar de Carvalho. Enquanto o Studio continuava abrigando montagens teatrais liderados por Maurício e Beatriz Segall e sub-locado novamente para outros grupos até 1981, quando o prédio foi devolvido a seus proprietários, descendentes de Manoel Fernandes Lopes.
Em 1982 foi feita a proposta de tombamento do prédio, que só se confirmou em 1984 embora alterado em relação a sua concepção original .
A partir desse período os estudos de recuperação tiveram início, com a avaliação histórica do acervo da obra e o desenvolvimento de projetos.
Privilegiando a segurança e o conforto, dos originais 900 lugares sentados passa a ter 636 cômodas poltronas, tratamento acústico adequado, modernos equipamentos contra incêndio, de som, luz e ar refrigerado.
São 3800 m2 de área, entre vitrais importados da França, lustres de cristal tcheco, frontão dourado de madeira esculpida, veludos ingleses, madeiras nobres, agora preservados para sempre, resgatando a memória da comunidade paulista e artística, hoje referencial urbano da cultura do começo do século.

Sala de Concertos de Câmara Dinorá de Carvalho (inaugurada em 19/01/2002)
* Dinorá foi uma grande musicista, que em muito contribuiu para a difusão da cultura musical brasileira, abrindo fronteiras internacionais com seu talento nato e sua qualidade inigualável. Suas composições renderam - lhe fama mundial. Seu currículo diversificado, incluindo habilidade para o ensino, foi responsável pela revelação de artistas como o compositor J. A. Almeida Prado e a pianista Maria Regina Luponi.

Possui guias rebaixadas, rampa de acesso à deficientes, espaço reservado para cadeiras de roda e banheiros adaptados.
Possui sistema de ar condicionado e ventilação.

Em cartaz:

Terças Musicais
Nesta semana o projeto apresenta uma das óperas mais conhecidas no mundo: Madama Butterfly. A obra de Giacomo Puccini foi apresentada pela primeira vez no Teatro Alla Scala de Milão, em 1094.
Dia 26/09, às 12h
Grátis

A Tempestade
Última apresentação da ópera baseada no texto de William Shakespeare e feita sob encomenda para Banda Sinfônica do Estado.
Dia 26/09, às 21h
Ingressos: R$ 40

criado por rosni.rosni    16:12:53 — Arquivado em: Agenda Cultural

Pelos Teatros

Teatro Sérgio Cardoso

Teatro Sérgio Cardoso
Diretor: Vicente Amato
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo/SP
Fone: (11) 3288-0136
Funcionamento: De quarta a domingo, das 15h00 às 19h00 - para venda antecipada e até às 21h00 até às 21h para venda do dia
www.teatrosergiocardoso.sp.gov.br

No início dos anos 50, os atores Sérgio Cardoso e Nídia Lícia, que atuavam no Teatro Brasileiro de Comédia, casaram-se e resolveram fundar uma companhia, montando o seu próprio teatro.
Encontraram um espaço no bairro da Bela Vista, aonde, já naquela época, havia um reduto tradicional da cultura e da boemia de São Paulo.
No terreno de 10.000m2, em pleno coração do Bexiga, os dois artistas, verificando as imensas possibilidades do lugar, locaram-no e realizaram uma grande reforma e inauguraram o Teatro Bela Vista em 15 de maio de 1956.
Em 1971, o casal Nídia Lícia e Sérgio Cardoso se separam e os proprietários do prédio solicitam a devolução do mesmo.
O Governo do Estado de São Paulo decidiu, então, desapropriar o terreno e suas construções e iniciar, no mesmo ano, a edificação de um dos melhores teatros da cidade de São Paulo com modernas instalações adaptáveis a quaisquer manifestações cênicas.
O Teatro Sérgio Cardoso foi inicialmente projetado pelo arquiteto Ugo di Pace passando, em seguida, a ser gerido pelo Grupo Soares Ramenzoni. Após algumas interrupções e recomeços, finalmente o Teatro fica concluído, em outubro de 1980, sendo incorporado aos equipamentos da Sec. da Cultura, administrado pela Divisão das Casas de Espetáculos.
A inauguração acontece no dia 13 de outubro de 1980 com uma homenagem ao ator, tendo sido montado, para a ocasião, um espetáculo com roteiro do próprio Sérgio Cardoso, intitulado "Sérgio Cardoso em Prosa e Verso", encenada pela ex- esposa Nídia Lícia e os atores Umberto Magnani, Emílio de Biasi e Rubens de Falco, com direção de Gianni Ratto. Como estréia de temporada, no novo teatro, encena-se a peça " Rasga Coração", de Oduvaldo Viana Filho, com a direção de José Renato, tendo como protagonista o ator Raul Cortez.
Em 2000, o teatro passou por uma grande reforma, tendo sua fachada totalmente remodelada e a área interna redimensionada, modernizando suas instalações e proporcionando ao público maior conforto, dotando a cidade de São Paulo de um dos mais modernos espaços cênicos.
Em 25 de janeiro de 2001 o Teatro Sérgio Cardoso foi devolvido à cidade como presente de aniversário.
Administração: Rua Conselheiro Ramalho, 538 - Bela Vista - São Paulo/SP
Fone da Administração: 3251-5122
Funcionamento Administração: De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 19h00
Não tem visita monitorada.
Sala Paschoal Carlos Magno: 144 lugares
Sala Sérgio Cardoso: 862 lugares
Acesso a portadores de deficiência.

Em cartaz:

Dínamo
Ultima semana para conferir o espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker. A coreografia une esporte e dança. O elenco encena o que estas duas atividades têm em comum: energia, desafio e superação através do corpo. O cenário é de Gringo Cárdia; figurinos de Yamê Reis e trilha sonora de Berna Ceppas, Sérgio Mekler e Alexandre Kassin. Dias 27, 28, 29 e 30/09, às 21h e 01/10, às 18h
Ingressos a R$ 60 e ½ entrada.

Sirimim
Monólogo encenado por Selma Egrei. A montagem propõe uma viagem pelo rio Sirimim e cria situações em que o público entra no universo das idéias do escritor Guimarães Rosa. Direção de Fabio Namatame.
Dias 27 e 28/09, às 21h
Ingressos: R$ 20 e ½ entrada

João Guimarães: Veredas
O espetáculo baseado na obra de João Guimarães Rosa faz uma reflexão sobre os textos do autor. Interpretação do grupo Rotunda e direção de Teresa Aguiar.
Dias 29 e 30/09, às 20h e 01/10, às 18h
Ingressos: R$ 20 e ½ entrada

criado por rosni.rosni    11:05:57 — Arquivado em: Agenda Cultural

Agenda Cultural

Salão de Humor de Piracicaba
Tome Nota

Teatro de Dança

Inaugurado na última sexta-feira, o Teatro de Dança abre as portas, nesta sábado e domingo, para visitação. O público poderá conhecer os espaços do teatro, como palco, coxias, camarins e platéia. As inscrições para a visitação devem ser feitas no local.

Teatro de Dança. Av. Ipiranga, 344, sub solo, Centro.
(11) 2189-2557 / 2189-2558 / 2189-2559. Bilheteria (11) 2189-2555

Ensaio Aberto na Sala SP

A Osesp fará nesta quinta-feira, às 9h30, um ensaio aberto direcionado a alunos do ensino fundamental. As turmas que assistirão o ensaio foram agendadas previamente, mas ainda há lugares disponíveis para interessados. Os ingressos podem ser adquiridos no local e custam R$ 10 (1/2 entrada para crianças, estudantes e maiores de sessenta anos).
Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, s/ nº - Metrô Luz. (11) 3337-5414

Salão de Humor de Piracicaba

Segue até 15 de outubro o 33º Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Estão em exposição no Parque Engenho Central 270 trabalhos entre tiras, charges, caricaturas e cartuns. Debates, mostras paralelas e apresentações musicais completam a programação.

Parque Engenho Central
Av. Maurice Allain, 454. Piracicaba-SP

criado por rosni.rosni    10:57:04 — Arquivado em: Agenda Cultural

Agenda Cultural

Programa ajuda artista a encontrar patrocinador

A partir da primeira semana de outubro, o Programa de Ação Cultural (PAC) colocará no site da Secretaria de Estado da Cultura – www.cultura.sp.gov.br – uma página dedicada a fazer uma ponte entre artistas e produtores com as empresas interessadas em associar sua marca à produção cultural em São Paulo. Estas poderão consultar as propostas cadastradas pelo sistema de incentivo via ICMS e se oferecer como patrocinadores.
A idéia é otimizar a gestão da verba de patrocínio, criar relacionamento com o proponente e acelerar a operação de contato entre as duas partes que é simples. Basta que a empresa entre em contato por e-mail pelo sistema localizado abaixo de cada idéia e manifestar interesse. A Secretaria, então, informa ao autor para que apresente seu projeto. “Cada empresa tem sua vocação cultural, não adianta propor algo numa área, se já existe nela uma tradição para ligar seu nome a um determinado segmento”, observa Maria Angélica Lourenço, coordenadora do PAC. Assim, a iniciativa pretende dar ao empresário a opção de identificar produções que têm afinidade ou descobrir novas opções. Na contrapartida, o artista também pode identificar quem tem afinidade com sua iniciativa.
Também no dia 1º de outubro todos os patrocinadores que fizeram seu cadastro no PAC pelo site da Secretaria de Estado da Fazenda, durante o mês de setembro, poderão liberar recursos de patrocínio para artistas ou produtores. O sistema de cadastro pode ser feito pela internet de modo simplificado. Como todas as empresas em atividade no estado possuem senha de contribuinte, basta usá-la para entrar no “posto fiscal” do sistema e oficializar seu interesse. Para tanto, basta acessar: www.pfe.fazenda.sp.gov.br.
Ao todo, a Secretaria de Cultura está disponibilizando R$ 45 milhões para as mais variadas áreas da Cultura – cinema, teatro, artes plásticas, fotografia, circo, culturas de raiz etc. Parte desse montante, R$ 25 milhões, vem de recurso direto do orçamento do Estado. Os outros R$ 20 milhões serão distribuídos por renúncia fiscal por meio de isenção de ICMs dos empresários que investirem em cultura.
O PAC é a ação mais importante da secretaria no atual governo e se tornou realidade por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Criada no final do ano passado pelo secretário de Estado da Cultura, João Batista de Andrade, e regulamentada em junho deste ano pelo governador Cláudio Lembo, é uma antiga reivindicação da classe artística.
No patrocínio por meio de editais, cada participante tem até 45 dias após a publicação no Diário Oficial para apresentar seu projeto na sobreloja da sede da Secretaria da Cultura. Os autores de projetos culturais devem ficar atentos no portal da Secretaria quantos aos prazos de vencimento dos editais.

criado por rosni.rosni    10:52:19 — Arquivado em: Sem categoria

Agenda Cultural

  Estaremos sempre postando a agenda cultural do mês e para isso contamos com sua ajuda!

Envie para nós sua agenda do mês ou semana e teremos prazer em divulga-la!

Para isso e qualquer outro comunicado utilize nosso e-mail:

rosni.rosni@terra.com.br

Agora é cpom você!

criado por rosni.rosni    10:45:07 — Arquivado em: Sem categoria

24/9/06

O Ator ea Interpretação

.
Em português, interpretar acabou se tornando sinônimo para o trabalho de atuação, para aquilo que outras línguas designam por jogar. Isso acarreta entre nós um aspecto quase pernicioso no processo de evolução da linguagem cênica contemporânea. Alguns espetáculos apresentam tentativas, por parte do diretor, de criar novas formas de arranjo do universo cênico, e deixam o ator continuar se apoiando nas chamadas regras básicas da interpretação. Ora, respeitando as diferenças estilísticas das diversas escolas e gerações de atores, é preciso repetir a questão que abre este artigo, colocada agora de outra forma: é possível – e urgente – trabalhar o ator fora dos parâmetros da subjetividade!
Sim, porque o sujeito é apenas uma das formas de se relacionar com a produção de sentido, sendo sua configuração bem determinada do ponto de vista histórico e filosófico.
Cabe a nós hoje perceber que a principal contribuição do naturalismo para a história do teatro foi ter consolidado a cena como linguagem própria e autônoma, e o principal legado de Stanislavski foi o seu sistema de investigação da arte do ator. E prosseguir.

criado por rosni.rosni    09:27:04 — Arquivado em: Sem categoria

O Ator ea Interpretação ( Continuação)

É nesse sentido, portanto, que há, para Stanislavski, identidade entre ator e personagem (e, conseqüentemente, entre personagem e espectador): ambos são “espíritos humanos”, sujeitos. E o que vem, em última instância, garantir essa identidade é a adequação.
Cena e reflexão
A leitura mais tradicional dos estudos teatrais atribui ao texto dramático essa função de adequação. Seria a partir dele que a criação cênica, cenográfica, atoral etc. viria a se constituir, conforme a intriga, a ação e os personagens da peça. Vou aventar aqui uma outra possibilidade: é a cena à italiana que garante a adequação.
Quando, no final do século XIX, surge a figura do encenador com Antoine [6] e seu gesto de reproduzir “fatias de vida” no palco, este já dispunha dos meios para tal operação. De fato, a cena à italiana, construída ao longo de quatro séculos à medida em que os chamados recursos ilusionistas iam se aprimorando, da perspectiva às mecanizações, era o lugar idealmente concebido para refletir o real. Eis como Pierre Francastel, em sua intervenção num encontro sobre o espaço teatral na sociedade moderna, situa a evolução e o significado desse quadro arquitetônico que acabou se tornando sinônimo do próprio fenômeno teatral:
Parece-me que, se queremos tentar representar o que pode ser a relação entre um lugar real e um lugar imaginário, esta relação [...], após alguns séculos de civilização ocidental, resultou na cena italiana…
E ele prossegue:
Se pensarmos nos primórdios da atividade teatral do Ocidente, de que somos hoje o prolongamento, perceberemos rapidamente que, no momento do nascimento do drama litúrgico e do mistério, houve uma hesitação para fixar a natureza do lugar do espetáculo. O drama litúrgico apareceu primeiro na igreja como um prolongamento dos ritos sem trazer um lugar novo; neste momento, tratava-se apenas de tropos, de diálogos em ação. O lugar real estava dado, era a igreja, o lugar do culto, mudando de qualidade imaginária durante [...] um curto momento dramático. Assim, o lugar imaginário era dado pelo texto sagrado, não havia verdadeiramente a criação de um lugar. Tratava-se da visualização de um texto; a função figurativa era somente a de concretizar em ato um texto, uma coisa verbal, e o problema do quadro mental não se colocava. Este problema do quadro monumental apareceu no Renascimento, no momento do aparecimento de um novo tipo de imaginação. [...] É neste momento, com efeito, que se determina uma noção tenaz de ilusionismo. [...] Num certo momento, o ilusionismo foi portanto uma forma definida e propriamente teatral. É o grande papel do teatro na civilização que morre, o de ter dado uma forma à ilusão.” [7] (grifo meu)
Quero chamar a atenção aqui para o fato de que essa operação de fazer coincidir um lugar material com um lugar imaginário releva do gesto maior de apreensão da diversidade do real na unidade da idéia da tradição ocidental. A cena à italiana é, pois, a construção arquitetônica acabada, com leis específicas, para a produção propriamente teatral de sentido segundo o modelo idealista: a ilusão.
Venho trabalhando intencionalmente, ao longo deste artigo, com a acepção especulativa do verbo refletir nos termos reflexivo e reflexão. É necessário entretanto voltar ao termo mais usualmente empregado para designar a operação cênica do naturalismo: a de produzir um reflexo do real. Toda a questão da mimese como imitação no sentido de cópia está, sem dúvida nenhuma, presente na proposição do naturalismo. Mas nessa amplitude semântica – reflexo, reflexão… afinal, especulativo vem do latim especulum, espelho – encontra-se justamente o jogo que anima a cena da filosofia ocidental e ao qual o teatro vem dar sua privilegiada contribuição. O reflexo do real, em sua reprodução cênica, é o resultado, no naturalismo e por obra do encenador, da complexa operação que consiste, na definição de Pierre Francastel, em fazer coincidir lugar material com lugar imaginário. Ou seja, que consiste na ilusão.

criado por rosni.rosni    09:24:40 — Arquivado em: Sem categoria
« Posts mais novosPosts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://revistateatro.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.